terça-feira, 15 de julho de 2008

É bom ser dono do seu próprio espaço, e mesmo que ele não seja físico, que lhe possa riscar as paredes com mensagens de amor. Ainda que elas [as mensagens] não caibam no tamanho que lhes é delimitado, que seja dado o seu direito à vida, e que seu som possa ser ouvido, como criança que soletra os vocábulos. Que as palavras sejam sim soletradas, para que se retire delas uma lição maior que a sua grafia. Que venha à tona a carga que com tinta as prende. Que se liberte o seu sentido, tornando-as maior que a hermenêutica. Que lhes sejam dados múltiplos sentidos, mas que, principalmente, lhe seja atribuído o amor essencial para que elas se desprendam de onde quer que for para unir-se ao vento, e chegar aos ouvidos de quem as mereça.

domingo, 13 de julho de 2008

I say a little prayer for you...


... ainda que você tenha suas crises de estrelismo, e ateísmo. Talvez tudo o que você não queira ouvir seja tudo o que eu tenha pra te falar. Me valho desta comoção, e apelo à crença. Sim... acredito, e prefiro acreditar por muito tempo, que as pessoas têm jeito, apesar de seus jeitos!
Em outros tempos repugnava estas suas atitudes, mas não conhecia elas em você. Hoje estes costumes são aceitáveis, justo por quê te pertencem. E então percebo a sua capacidade de mudar os meus conceitos. E ainda assim rezo para que eu jamais me adapte ao seu gosto, que continue careta, me surpreendendo com todas as loucuras que você fizer. Prefiro olhar surpreso ao ver sua imaturidade e o seu jeito inconsequente de levar a vida.
Cada vez me vejo mais conservador, e perceber esse nosso antagonismo me incomoda. Provavelmente seja pela minha incapacidade de fazer algo pra te mudar, e muito mais pela impotência que sinto ao perceber que não te devo moldar, pelo simples fato de que não me pertences. Me incomoda ver que em ti não consigo transformar nada, enquanto reciclas a minha consciência, aproximando-me milimetricamente da ausência dela.
Quer saber o que pedi na pequena oração que entitula este post? Pedi que os céus enviem gotículas de maturidade, mas em estado líquido, para que te limpe as impurezas.



Dedicado em segredo ao motivo das minhas maiores irritações
comigo mesmo! rs

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Viver, sem formalidades. VIVER...

Através desta venho solicitar a Vossa senhoria, Ícaro Gibran B. Sampaio, a permissão para chorar quando quiser e puder. Desejo dedicar mais tempo a refletir sobre causas que digam respeito a mim em relação aos outros, e não o contrário. Gostaria, principalmente de poder dizer aos meus amigos da importância que eles têm. Mas fica difícil, nesta época de futilização dos sentimentos, quando um TE AMO passa a valer adoro você. Mas quando esta expressão salta da minha boca, continua, semanticamente, designando expressão de amor. Melhor seria se as palavras pudessem carregar todos os seus sentidos, emoções, lágrimas e sorrisos. Mas elas são frágeis demais para traduzir a paradoxal saudade de quem está perto, o amor exacerbado e efusivo, a paixão e a vontade de guardar determinadas pessoas para si.
O medo de perder é o que mais aflige, e eu não quero negar os meus medos, por que tenho longe algumas pessoas que foram fundamentais, e mesmo longe continuam sendo indispensáveis à minha vida e formação de caráter. A cada atitude, e auto-policiamento, penso nas pessoas que gosto, de como elas gostariam de me ver agir. E eu quero ser apenas mais um normal que ama, chora, ri. Até mesmo por que manter um sorriso no rosto quando nada está bem é bastante difícil. é bem verdade que a gente se acostuma, mas o sentimento de traição a si mesmo é um fardo pesado.
E é por isso que quando as emoções vêm à tona elas não querem mais passar, e eu tb não quero mais deixá-las. É gostoso se sentir humano, amado e capaz de amar. Sofrido, e capaz de sofrer. Amigo capaz de tudo por amor.

Grato desde já,
Ícaro Gibran Bastos Sampaio

segunda-feira, 31 de março de 2008

Não é foto, é vídeo!




Não sei por quais motivos algumas pessoas me perguntam por que 90% do que ouço é romântico (no mínimo), sentimental e excessivamente melancólico. Não se trata de mais um jovem emo para as estatísticas de modismos da convivência social. Não vou me aprofundar neste tema para que não perca o foco. E então, não sendo emo, a minha resposta para tais pessoas foi que eu simplesmente gosto, e pronto.
Sim... mas gostar e pronto não é resposta que se dê. Não sendo uma questão de múltipla escolha, não tendo a chance do “papai-do-céu” foi tudo o que pude responder. Poderia inventar outra resposta? Sim, poderia inventar mil coisas, mas mentir todos os dias é feio, e eu nãao sou adepto desta prática.
Olha só (sim, estou me dirigindo a você, leitor)... eu comecei a escrever isto pensando em explicitar algo que senti ao ouvir a música “Amado”, de Vanessa da mata. Mas me desconcentrei facilmente ao lembrar da singela voz que esperou a cantora se calar, para soltar um estridente “_ Amadaa”. Lembrei ainda da minha incontrolável amiga Brena, que trabalhando na montagem do palco (sim... ela estava colada no pé do palco), conseguiu arrancar das mãos de Vanessa o repertório do show, e ainda teve a generosidade de dividir o papel (forçadamente) com os malditos que rasgaram a parte inferior dele. (G-A-R-G-A-L-H-A-D-A-S)!
Sim... tem dias que a gente perde a linha. A exemplo daquele 30 de dezembro de 2007, dia em que heroicamente eu consegui encontrar poucas pessoas, e me perder destas poucas, no “amplo” ambiente do Boca du Mar. Depois de muito chacoalhar ao lado da caixa de som, eu saí do show com uma bela dor no estômago, sentei no parquinho com a pessoa que eu só encontrei por ter saído de casa com ela. Minutos depois uma “garoinha” caiu. Nos deslocamos para o espaço interno. Claro, no externo a maravilhosa banda Beat Balla tocava “Ai ai ai” enquanto alguns pulavam como se jamais tivessem visto pingos caírem. Consegui ainda, durante a apresentação da banda, dormir numa cadeira de plástico, bastante confortável.
Só saí daquela festa no cisco! Mas como é que eu conto o final, sem antes contar o início? Mas é óbvio que não poderia faltar a parte do congestionamento, e dos séculos que levei para atravessar aquela maldita ponte do pontal. È muito sem graça viver sem obstáculos! (ai ai)
Apesar de todos os contratempos, não me arrependo de ter comparecido! Valeu a pena rir depois de ser cumprimentado por um rapaz (amigo da minha amiga), e responder ao cumprimento com um belo “_Oi Jean Willys!” (parecia muito). Claro que a cara de reprovação dele foi o que me causou risos por incontáveis dias.

Quanto ao romantismo...
“Vai locutor, diz que estou completamente apaixonado, louco de amor” (Letra do arrocha alcoólico de Marceloo Marronee). huahauahauahauahauahauahauahauahua

domingo, 30 de março de 2008

Protagonize...


Chego, fico,
Ligo a máquina de escrever,
Destas que se vê na TV,
Pós-moderna, me indica você.
E o meu pensamento perde a linha,
Off-line, escrevinha lapsos...
E cria laços!

Vê se não repele, no final não há querer,
crio receio da força que impele
Pra eu te perceber.

Apago a luz, tiro os óculos.
É charme simulado
Pois eu sei o frisson que isto tem.
Fala comigo, sou seu amigo,
Mas nem sei se mereço

esta chance de parecer ridículo!

E desabafar... quando água cair
O verso que surge eu canto
Mas você não ouve.
Tristes fatos, loucos, vagos.

Por você derramei muito mais que as taças de gin.

Protagonizar sem perceber,
Me parece difícil esconder,
mais complexo reconhecer.
Ligue os pratos, atire os fatos
Saberás que minha vida há espaço cativo
pra te receber.

Só não sei se mereço esta chance de me parecer...

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Blog voltando às suas inconstantes atividades (rs).
Com o tempo transformarei isso aqui.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

A luz que toco









Hoje vou retornar
Aos mares mais profundos
Que se revelam em mim,
Vem me iluminar, ó Luz,
Divina estrela,
Que chamo de meu bem.

Se estou perto de ti,
Só vejo a mim, espelho de mim,
És parte do meu ser,
E os olhos que se cerram
Irão contemplar beleza que cega...

Pois canto no escuro
Pra te imaginar, meu coração molda
A luz inatingível.
Ao sol implorarei pra se ofuscar,
Assim poderei ver teus olhos cristalinos.

Minha sina é fazer, amor, uma prece,
Amor, não esquece
Do que tu tens em mim...
Um feixe, um flash, um raio que reflete,
E volta à origem.


Por Ícaro Gibran

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Começar do zero

Espero construir uma história mais bonita daqui pra frente. Espero que o meu rascunho tenha um fim, e não uma finalidade, que seja possível dele me desfazer, e que as possibilidades surjam daqui (de dentro), afinal nem sempre é fácil esquecer o que ficou pra trás. Quero escrever uma nova história, que não seja linda, mas seja minha, sem intervenções, sem barreiras que impeçam a minha liberdade. Gostaria se as canções surgissem, e se eu desse espaço para que isto acontecesse.
Eu queria (quero) mudar, mudar de caminho, de condução e de conduta, me dar mais espaço, deixar que EU fale mais alto, e bem mais alto. Gostaria de revolucionar na minha história, mas a coragem que tenho não se mostrou suficiente até aqui. Um corajoso já teria ido à luta, sem ao menos pensar nas consequências. Por isso penso que a racionalidade nem sempre é a melhor companheira. Se eu me permitisse agiria pelo ímpeto que derruba a maçã, e seria bem mais cômodo do que me jogar. Se ouvisse os ruidos que ecoam aqui dentro talvez os pudesse traduzir. Contudo, não basta mudar o rumo de uma história, tem que se fazer mudar por completo.
Não posso mais esperar que voltem os que se afastaram, pois há muito já se foram, e o tempo passou. espero que voltem para que juntos possamos construir novas histórias. Mas por enquanato devem haver histórias, e mesmo que eu não as deixe fluir ela serão posteriormente histórias de um imbecil que muito planejou e não agiu. Tenho a ansiedade de quem muito espera, mas não consegue compreender o que está por chegar. Espero apenas que não demore muito e que não dependa de mim. Sozinho eu nada seria.
Gostaria de mudar o que já foi feito até aqui, mas parece que as fases da vida são cadeias que se fecham, e se complementam. E uma leve sensação de continuidade é a tormenta que quero esquecer. Se pudesse, melhor faria daqui pra frente: não deixaria ir embora os que já foram, mas iria com eles ainda que o investimento fosse alto. Iria, nem que enlouquecesse, iria em espírito, em alma, em mente, o corpo ficaria, mas iria.
Pareço a mim mesmo subjetivo. E este seria outro ponto a mudar. Negativo não diria, mudaria para que pudessem compreender o que digo aqui. A necessidade de mudar não é um sentimento próprio. Talvez sintam, mas não expressem, não admitam.
Hoje eu registro a minha vontade de mudar, parar de dizer sim levianamente, e dizer sim a mim mesmo!